Alice Através do Espelho (PDF)

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Alice no Pais das Maravilhas & Atraves d – Lewis Carroll

 

Sinopse:

 Numa tarde fria de inverno, enquanto a neve cai silenciosamente lá fora, Alice brinca com a gata Dinah e seus filhotes na sala de casa. Mal sabe ela que está prestes a viver uma aventura formidável. De repente, atravessa o espelho que está sobre a lareira e chega a um mundo onde tudo está ao contrário, de pernas para o ar: _ores falam, peças de xadrez andam e quanto mais você corre, mais você _ca no mesmo lugar. Um mundo em que as coisas “trocam de lado”, da mesma forma que as linhas de um livro, quando você o observa aberto diante de um espelho. Lá, na Casa do Espelho, estão também os personagens favoritos da infância de Alice: os gêmeos Tweedledum e Tweedledee, a Morsa e o Carpinteiro, o Leão e o Unicórnio, o orgulhoso Humpty Dumpty, a implicante Rainha Vermelha.

 

Em uma tarde de inverno Alice se sente entediada ao não poder fazer nada além de ficar trancada em casa observando sua gata Dinah dar banho em uma de suas filhotinhas enquanto a outra destrói tudo o que vê pela frente. Determinada a por fim na bagunça provocada por Kitty, ela dá uma bronca severa na gatinha ao mesmo tempo em que relata algumas de suas experiências no País das Maravilhas. Ao narrar tudo aquilo, ela só queria poder viver uma aventura nova e diferente, mal sabe ela que por trás do espelho de sua casa há um mundo completamente diferente para ser explorado.

Fonte: mundodoslivros.com

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Azul É A Cor Mais Quente

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Direção: Abdellatif Kechiche
Elenco: Léa Seydoux, Adèle Exarchopoulos, Jérémie Laheurte
Nome Original: La vie d’Adèle
Ano: 2013
Duração: 173 min
País: França
Classificação: 18 anos
Gênero: Drama

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Sinopse: Adèle (Adèle Exarchopoulos) é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma (Léa Seydoux), sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. (Adoro Cinema)

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zul é a Cor Mais Quente fez história no Festival de Cannes: pela primeira vez, a Palma de Ouro – prêmio máximo concebido pelo evento -, foi oficialmente destinada a outras pessoas além do diretor. No caso, o júri presidido por Steven Spielberg entregou a distinção também às atrizes Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux. Uma exceção justa e coerente para este filme cujos maiores méritos se concentram exatamente nessas três figuras que compreenderam plenamente a preciosidade de uma história extremamente fiel à vida, com suas dores e alegrias. Ao longo de três horas, o diretor Abdellatif Kechiche faz justamente isso: conduz as duas atrizes por momentos totalmente de acordo com a realidade, extraindo ainda momentos singulares de cada uma delas.
O título original, A Vida de Adèle (em uma tradução literal), apesar de genérico, diz muito mais sobre o filme. Isso porque Azul é a Cor Mais Quente acompanha diversos momentos da vida de Adèle (Exarchopoulos), da sua juventude heterossexual no colégio a sua vivência como uma professora adulta que cultiva um relacionamento com uma mulher. No meio disso tudo, as pequenas e grandes descobertas, o primeiro amor, a auto-aceitação, a construção de uma vida a dois, os erros e os acertos… É, literalmente, a vida de Adèle, contada inteiramente a partir do ponto de vista da protagonista. Desta forma, a ambiciosa duração – que é sentida mas nunca um empecilho – se revela completamente condizente com a proposta do diretor: ela é essencial para que cada momento tenha a profundidade e o impacto necessários, como se vivêssemos tudo aquilo pela primeira vez junto com Adèle.

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Ou seja, Azul é a Cor Mais Quente não se utiliza de quase três horas de duração somente para narrar o maior número de fatos possíveis, mas sim para dar a devida emoção e verossimilhança a eles. Isso nos leva às tais “polêmicas” cenas de sexo, que só são chamadas assim por aqueles que não compreendem que toda a nudez e a longa duração de cada uma delas vai ao encontro dessa proposta do diretor de fazer com que o espectador acompanhe tudo com a mesma dose de surpresa e novidade que a protagonista. E esse compromisso com a vida real também se reflete, claro, no trabalho das duas atrizes, em especial no da extraordinária Adèle Exarchopoulos, a grande revelação do ano. No cinema desde 2007, quando debutou em Boxes, ao lado de Geraldine Chaplin, Adèle alcança aqui uma merecida visibilidade. É limitado resumir sua atuação à grande entrega física com Léa Seydoux, já que sua precisa interpretação acompanha todas as fases da personagem sem qualquer hesitação. É, enfim, um nome para acompanhar.

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A sensação que se tem ao final de Azul é a Cor Mais Quente é que passamos por um turbilhão de acontecimentos, mas a verdade é que a intensidade que sentimos é muito mais em função da imersão proporcionada pelo roteiro de Abdellatif Kechiche e Ghalia Lacroix, baseado na HQ Le Bleu est Une Couleur Chaude. Por estarmos tão próximos de Adèle, sentimos cada uma de suas dúvidas e angústias. O que também merece ser ressaltado é que o longa está muito longe de qualquer pretensão. Em Azul é a Cor Mais Quente não existe uma insistência em metáforas ou uma vontade de trazer grandes complexidades a cada uma das situações propostas por Kechiche. E isso é muito positivo, pois, desta forma, o filme se torna muito mais natural e sem constantes rimas visuais ou de roteiro – ao contrário do que o título brasileiro implica no nosso inconsciente: a vontade de procurar azul em todas as cenas e dar significados a isso.

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Favorito para ganhar todos os prêmios de filme estrangeiro da temporada (menos o Oscar, já que não foi lançado nas salas francesas no prazo exigido pela Academia para torná-lo elegível na categoria de melhor filme estrangeiro), Azul é a Cor Mais Quente se revela ainda mais sincero até mesmo nas suas curiosidades extra-filme: no set, por exemplo, Adèle e Léa não tinham maquiadoras ou cabeleireiras, apresentando-se frente às câmeras com aquilo que elas realmente são fisicamente. São esses detalhes valiosos que estabelecem o longa de Kechiche como um dos relatos mais coerentes com a vida que vimos nos últimos anos.

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É provável que se estenda desnecessariamente no final (a história poderia ter acabado perfeitamente na cena da cafeteria, sem a sequência da exposição), mas é pouco perto de um filme que lida muito bem com a questão da homossexualidade e das angústias e expectativas humanas. Crescer acontece mais rápido do que a gente imagina, diz Emma (Seydoux) em certo ponto. Adèle aprenderá isso. E nós, se ainda não chegamos a esse estágio, teremos esse mesmo aprendizado com a sua jornada.
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Fonte: cinemaeargumento.wordpress.com

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Fonte: leitorcabuloso.com.br

As pessoas costumam falar em blogs do que está mais em alta, e claro que muitos se surpreendem quando falo que, mesmo tendo lido A culpa é das estrelas, ainda não tenha me reservado um tempinho de falar sobre as impressões que ele me passou… E com o filme nos cinemas, a popularidade só aumenta… Mas, apesar de tudo, cá estou eu falando de uma HQ [e de um filme] que teve seu momento pop/polêmico uns meses atrás, mas que só agora tive a chance de ler, [embora tenha visto o filme na internet, com legenda pequena, ainda quando estava no cinema…] e que, a meu ver, traz tonalidades de azul em sua essência, bem mais tocantes e poéticas que ACEDE…
Falo da história de Clémentine [ou Adèle, caso tenham visto o filme]. Azul é a cor mais quente é uma HQ escrita por Julie Maroh e fala sobre a descoberta do amor num relacionamento entre duas garotas, bem como da dificuldade de aceitação na sociedade por conta de suas ‘escolhas’. A garota de cabelos castanhos, Clémentine, tem apenas 15 anos e sente-se perdida em seus devaneios e existencialismo. Acaba conhecendo Emma, por um acaso qualquer do destino, ao cruzar uma rua, e aquelas madeixas azuis começam a povoar seus sonhos mais íntimos…

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No início da Hq quem aparece primeiro é Emma, absorta em lembranças de sua amada. Ao ler os diários de Clémentine, na casa dela, conhecemos a história de ambas… O quadrinho mostra toda a trajetória dessas duas garotas, que em meio a um ambiente escolar hostil para os homossexuais, acabam se apaixonando, embora no começo, Clémentine relute em aceitar seus sentimentos, e tente escondê-los das outras pessoas. No caso de Emma, é esconder o que sente por Clémentine, de sua namorada Sabine. Temos outros personagens inseridos na trama, Valentin, amigo de Clémentine, os pais dela, alguns amigos da escola e Sabine, namorada de Emma, cada um tendo sua devida importância na história, servindo de pano de fundo ao amor proibido das protagonistas.

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“Foi naquele momento que alguma coisa começou a crescer: o meu desejo por ela. O desejo de estar nos braços dela, de acariciá-la, beijá-la, de que ela quisesse isso também, de que ela me quisesse.
Agora… nós estamos muito próximas. Eu sinto uma ambiguidade, às vezes opressora… e espero… prendendo a minha respiração junto com a dela.
No momento seguinte, sou tomada pela vergonha, eu me odeio e me sufoco com essa bola de fogo que só pede para sair do meu ventre.”

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No caso do filme, algumas coisas foram adaptadas de forma diferente. A começar pelo nome da personagem principal, que se transforma em Adèle [e pessoalmente eu prefiro o nome dela no filme que na HQ]. Da mesma forma que a garota no quadrinho, Adèle luta contra seus sentimentos mas demonstra uma curiosidade absurda pelo mundo que envolve Emma. Ela é mais ‘esquentada’, arredia, e faz de tudo para estar perto da bela moça de cabelos azuis. Emma se mostra mais segura de sua homossexualidade no filme que no quadrinho, e logo deixa Sabine de lado para viver um romance com Adèle. As semelhanças sobre o relacionamento com os pais, com a sociedade e afins difere um pouco da Hq, mas o desfecho da história é bem distinto…
Não sei como me prolongar mais sem dar spoiler de um ou outro, mas recomendo que leiam/assistam e tentem enxergar as nuances ‘azuis’ que a história passa ao leitor/espectador. Na verdade, foram duas perspectivas que me emocionaram, cada qual a sua maneira, sem perder a essência do amor entre as protagonistas… finais trágicos e poéticos da mesma forma… No filme, o final deixa uma ponta solta, que dá margem a pensar no que vem depois. Na HQ, a história se consome por si mesma, mas deixa igualmente, um nó na garganta e um soluço angustiado preso ao peito…

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“Emma… você tinha me perguntado se eu acreditava no amor eterno. O amor é abstrato demais, e indiscernível. Ele depende de nós, de como nós o percebemos e vivemos. Se nós não existíssemos, ele não existiria. E nós somos tão inconstantes… Então, o amor não pode não o ser também.
O amor se inflama, morre, se quebra, nos destroça, se reanima… nos reanima. O amor talvez não seja eterno, mas a nós ele torna eternos…
Para além da nossa morte, o amor que nós despertamos continua a seguir o seu caminho.”

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Trailer:

😍 ❤ Noite de Autógrafos 😍 ❤

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Valeu muito a pena esperar uma hora e meia na fila.

Noite de autógrafos mais que incrível com a minha mais que perfeita e maravilhosa fada Carolina Munhóz uma fofa, sem dúvidas foi uma noite inesquecivel.
Shopping Dom Pedro Campinas – Livraria Leitura

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Ahhhhhhh! A Carol me abraçou.  Confesso que quase morri do coração quando ela começou a falar comigo uau!  Foi inacreditável ela é mesmo uma fada sem dúvidas super diva e maravilhosa.

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” Today was an incredible and unforgettable night!”

Obrigada Carol ❤  por fazer parte da minha vida.

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Nos vemos no final do arco-íris.

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😍 Carolina Munhóz 😍

Galera que curte literatura e não empresta seus livros pra ninguém como eu, amanhã a Diva Carolina Munhóz vai estar na Livraria Cultura no Shopping Dom Pedro Campinas às 19hs e adivinha quem vai estar lá?…
EUUUUU! Ahhhh!
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Nem acredito que vou conseguir falar com ela é quem sabe tirar uma foto.

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Meus bebês só estão esperando a minha fada preferida autografa-los.

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Lançamentos de Livros – Setembro

Super indico!!! #ficaadica

Sabrina Andrade

Ultimamente estou numa saga em busca de livros nacionais que poderiam me agradar já que acho muito importante apoiar os artistas brasileiros, e pra dar um up nessa minha meta esse mês a wishlist de lançamentos é só de nacionais.

O Reino das Vozes Silenciadas – Sophia Abrahão e Carolina Munhóz- Rocco
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Quem me acompanha por aqui a algum tempo já está careca de saber que eu adoro livro de fantasia e nessa minha saga para encontrar livros nacionais que me agradem fui apresentada a este que unindo rock + fantasia não podia ficar de fora dos meus lançamentos desejados. O Reino das Vozes Silenciadas é a sequencia de Reinos das Vozes que não se Calam que também já entrou pra lista de desejados.

Anos após deixar para trás o Reino das vozes que não se calam, Sophie superou a depressão e começou a trabalhar como assistente de uma famosa…

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“Predestinadas”

Como prometido, aqui está uma das melhores sagas que já li sobre bruxas.

As Crônicas das Irmãs Bruxas III

Jessica Spotswood

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Predestinadas é uma história inesquecível, cheia de altos e baixos e boas surpresas. Um fim incrível para uma trilogia excepcional.”

Goodreads

Cate Cahill acabou de ser apagada da memória de Finn, o grande amor de sua vida. A responsável por essa traição foi Maura, uma das suas irmãs, e Cate está certa de que nunca vai conseguir perdoá-la. Enquanto isso, Tess, a caçula, está às voltas com visões cada vez mais assustadoras.

Como se não bastasse, a Nova Inglaterra vem sendo tomada por uma febre mortal sem precedentes. Preocupada, Cate quer ajudar a todos, mas é impossível fazer isso sem revelar seus poderes e, assim, aumentar a fúria dos Irmãos da Fraternidade, os implacáveis caçadores de bruxas.

Em meio a desavenças com suas aliadas em potencial, Cate terá que se desdobrar para conseguir prestar auxílio que deseja, proteger Tess e Finn e lutar por uma nova ordem que permita que as bruxas sejam representadas no governo de sua cidade e não precisem mais se esconder.

Predestinadas é o desfecho de uma saga permeada de delicadeza, cores, magia e fortes emoções. As irmãs Cahill terão que enfrentar os maiores desafios de suas vidas, e o amor que sentem uma pela outra será fundamental nessa jornada.

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Download–> Predestinadas – Jessica Spotswood

 

Karen Alvares

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Para os amantes literários, Agosto tem Karen Alvares no projeto Brasil e seus Mundos! Estou surtando de anciedade.

Fonte: https://www.facebook.com/autorakarenalvares

Gente! Gente! Vocês precisam ver isso! \o/

Agosto será o ‪#‎MêsKarenAlvares no projeto lindo Brasil e seus Mundos, dos blogs fofíssimos Página 394 e O Bode com a Onça! Dá acreditar? Um mês inteirinho dedicado às minhas obras, com resenhas, quotes, entrevistas, sorteios! LINDO D+! Confiram tudo no post:http://pag394.blogspot.com.br/…/brasil-e-seus-mundos-mes-ka…

Fala se esses blogueiros literários não são o máximo? É muito amor! Emoticon heart Obrigada, meninas, Carol e Natália!!! Suas lindas!!!

Palavras ditas pela Karen.

Resenha: Férias Infernais

#perfeito

Fragmento Literário

Autor: Cassandra Clare, Claudia Gray, Libba Bray, Maureen Johnson e Sarah Mlynowski

Editora: Galera Record

               Páginas:  272

Ano:  2015

  Sinopse:

Mais uma vez, cinco grandes autoras se reúnem para contar histórias sobrenaturais… de férias que não se saíram muito como o planejado! Acham perder a bagagem um grande problema? A viagem dos seus sonhos pode se tornar um pesadelo! Imagine ter de dividir os aposentos com uma bruxa rancorosa. E queimaduras de sol podem até ser ruins, mas nada se comparadas a uma maldição… Sombra e água fresca? Que nada. Todo mundo sabe que quando adolescentes saem de férias estão mesmo à procura de aventuras inesquecíveis. Mas é preciso tomar cuidado com o que se deseja. Estes cinco contos sobrenaturais repletos de terror, vingança e maldições vão fazer você pensar duas vezes antes de escolher o próximo destino.


– Rumo a Cidade dos Amaldiçoados…

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O INFINITO NO MEIO

Literatura Gótica PERFEITA.

Priscilla Matsumoto

O infinito no meio

            Eu queria ser duas pessoas.

            A vida seria ideal se eu fosse duas pessoas.

            Não sei se alguém já desejou algo semelhante. É uma novidade até para mim. E, como não posso ser duas pessoas, passei a viver pela metade.

            Meu nome é Cecília e para mim o tempo parou.

            Isso não é uma metáfora.

            Gosto de ficar no escuro, de caminhar pelo longo corredor do apartamento até o meu quarto, de madrugada, em completo breu. Minhas trevas são opcionais; lâmpada alguma jamais queimou porque, aqui dentro, as coisas não estragam, não sofrem o peso do tempo que as fariam perecer. Não há poeira no ar daqui e o motivo disso não consigo imaginar. Cheguei até a duvidar da existência do ar. Mas eu respiro. Esta é uma certeza. Não sou um fantasma, não morri. Já vi fantasmas, sei exatamente…

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A Esperança – Suzanne Collins (Download)

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Download–>   A Esperança – suzanne collins

 

 

Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Mockingjay. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

O Lado Mais Sombrio

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Download —>   A.G. Howard – O Lado Mais Sombrio

 

 

Sinopse – O Lado Mais Sombrio – Splintered – Livro 01 – A.G.Howard

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa…

A Culpa é das Estrelas (Livro)

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Download —>  A Culpa é das Estrelas John Green

 

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Sinopse – A Culpa é das Estrelas – John Green

A culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. Mais informações em: http://www.aculpaedasestrelas.com

A Culpa é das Estrelas – John Green

 

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Branca de Neve tem que Morrer.

Download–>  Branca de Neve tem que morrer – Nele Neuhaus

 

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Sinopse

Tobias Sartorious acaba de ser libertado da prisão onde esteve por dez anos. Há onze anos, ele fora acusado de assassinar duas garotas, cujos corpos jamais foram encontrados. Apesar de ter sido acusado, Tobias não consegue se lembrar do que aconteceu na fatídica noite. Ao voltar para sua cidade, depara-se com as mudanças: a separação de seus pais, as dívidas contraídas e o estado lamentável de seu sítio. Não bastasse isso, a cidade parece estar revoltada com seu retorno. Não muito longe dali, Pia  Kirchhoff e Oliver Von Bodenstein precisam solucionar dois casos: o de um esqueleto encontrado e a tentativa de assassinato de uma mulher, empurrada de uma passarela em cima de um carro em movimento. Ao descobrirem que a mulher é Rita Cramer, mãe de Tobias, os inspetores vão até a pequena cidadezinha, onde mais um caso parece se desenrolar: uma nova garota desaparece, em situações muito semelhantes às de onze anos antes.

O inverno das Fadas (Carolina Munhóz)

Download –>   O inverno das fadas

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Sinopse – O Inverno das Fadas – Carolina Munhóz

EXISTEM PESSOAS NORMAIS em nosso planeta. Homens  e mulheres simples que nascem e morrem sem deixar uma marca muito grande ou mesmo significativa na humanidade. Mas existem outros que possuem talentos inexplicáveis. Um brilho próprio capaz de tocar gerações. Como eles conseguem ter esses dons? De onde vem a inspiração para criar trabalho maravilhosos? São cantores com vozes de anjos, artistas com mãos de criadores e escritores imortais. Existe uma explicação para isso. Sophia é uma Leanan Sídhe, uma fada-amante, considerada musa para humanos  talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar um homem a escrever um best-seller ou criar uma canção para se tornar um hit mundial.  A fada dá o poder para que a pessoa se torne uma estrela, um verdadeiro ícone, ao mesmo tempo em que se aproveita da energia do escolhido para alimentar-se. Causando loucura. E MORTE.

 

Super recomendo, estou adorando o livro… * 

😀

Deslembrança (Cat Patrick)

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Sinopse:

Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Perdida (Carina Rissi)

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Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos.

um amor que ultrapassa as barreiras do tempo

Capítulo 1
Eu sabia que devia ter voltado pra cama assim que saí de casa e tentei pegar um táxi — era dia de rodízio. Eu devia ter voltado pra baixo dos meus lençóis assim que aquele motorista idiota passou rente ao meio fio e literalmente ensopou meus jeans dos joelhos pra baixo.
Eu devia ter voltado!
Mas, em vez disso, respirei fundo e o insultei por uns dois minutos com todos os palavrões que eu conhecia. Ignorei, claro, os pedestres que me atiraram olhares reprovadores.
Não ficou melhor quando cheguei — vinte minutos atrasada — no escritório e o imbecil, rechonchudo e desalmado do meu chefe me fuzilou com os olhos e depois disse com desdém:
— Além de chegar atrasada, você ainda aparece aqui usando essa roupa imunda? Você devia se vestir um pouco melhor, Sofia. Com o salário que eu te pago…
Ah, sim. QUE SALÁRIO!
Eu mal conseguia pagar minhas contas em dia. Trabalhava naquela empresa desde o estágio na faculdade. Depois que me formei, acabei sendo efetivada e, como não apareceu coisa melhor, me acomodei um pouco. Além disso, eu tinha um plano: Carlos já estava esperando sua aposentadoria e eu tinha grandes chances de substituí-lo. Claro que, antes, teria que passar pela provação de suportá-lo até que isso acontecesse.
— Eu sei, Seu Carlos — comecei. — Mas acontece que um motorista idiota passou…
— Ah! Chega de desculpas. Já estou farto delas. Acha mesmo que eu acredito em suas histórias? Não entendo por que ainda não te demiti! — ele arqueou uma sobrancelha desafiadoramente.
Porque eu sou a mais competente de todo este prédio, seu porco arrogante!
—  Me desculpe. Vou pra minha mesa agora mesmo pra compensar o atraso, está bem? — e sem esperar por mais um de seus ataques, marchei em direção à minha mesa, espiando sua reação pelo canto dos olhos.
Carlos ficou parado me encarando por um momento, bufou e depois saiu resmungando.
Tentei dissolver a pilha de papéis acumulada em minha mesa o mais rápido que pude. Era uma pilha considerável, mas eu era realmente eficiente e terminaria tudo rapidamente.
No entanto, perto da hora do almoço, meu computador travou e depois apagou completamente. Tentei religá-lo, mas nada aconteceu. Estava morto!
Bati algumas vezes na máquina — tentando fazê-la voltar a vida através de tortura, mas nem uma luz acendeu.
— Preciso desses papéis na minha mesa até as cinco! — Carlos urrou da porta. Devia ter visto meu embate com a máquina.
— Eu sei! Mas não é culpa minha se o computador pifou. Como posso fazer todos os contratos sem o computador?
Ele sorriu ironicamente e apoiou uma mão na porta.
— Como fazíamos antes de inventarem essas máquinas complicadas que sempre deixam a gente na mão.
Olhei pra ele sem compreender. Do que diabos aquele homem estava falando?
Carlos notou minha expressão — cética, imaginei — e acrescentou:
— É claro que você sabe que os computadores nem sempre estiveram aqui, não é? — ele disse lentamente, como se eu fosse uma débil mental.
Grrrr!
— Claro que eu sei!
Eu preciso deste emprego! Não adianta nada pular no pescoço dele e estrangulá-lo!, repeti para mim mesma várias vezes. Contudo, não me convenci inteiramente.
— Então, mãos à obra, Sofia. Você tem até as cinco. A máquina de datilografia está no armário do almoxarifado. Ela não trava, não dá pau, o cartucho não acaba… Você vai gostar! É muito eficiente. Dá até saudades do tempo em que o escritório era preenchido pelo barulho dos botões. — um sorriso cínico apareceu em seus lábios. Um sorriso que dizia você não vai conseguir!
Vamos ver, careca! — e fui buscar a tal máquina. Era pesada e desajeitada para carregar. Coloquei-a sobre minha mesa e observei.
Hummm… Eu já tinha ouvido falar sobre ela.
Mas cadê o botão pra ligar?
Experimentei uma tecla qualquer.
Tec. Tec, tec, tec, tec, tec, plim!
Plim? Será que eu quebrei esse troço? Ai, meu Deus! Só me faltava essa!
Joana, que ria alto, provavelmente da minha cara de pânico, saiu de sua mesa — duas atrás da minha — e veio ao meu socorro. Ela era a funcionária mais antiga da empresa, certamente chegou a trabalhar com a coisa pré-histórica.
— Sofia, pare de olhar para a máquina com essa cara! — ela disse, empurrando os óculos marrons com o dedo indicador. — Isso não é um objeto alienígena.
— Não. — concordei. — Se fosse, eu provavelmente saberia como usar. O problema é que… — eu estava mesmo com medo daquela máquina barulhenta cheia de tecs e plins, mas precisava terminar meu trabalho. — Bem… Eu já vi uma dessas uma vez no museu da tecnologia, mas…
— Você não sabe usá-la. — ela concluiu, ainda rindo. Suas bochechas vermelhas.
As minhas também deviam estar vermelhas, mas de vergonha. Não existia programa algum de computador que eu não soubesse utilizar, sempre aprendia rapidamente assim que um novo aparecia. Mas aquela máquina robusta…
— Eu nem sei ligar essa coisa! — sussurrei. Algumas pessoas nos observavam com olhos curiosos.
Joana explodiu outra gargalha e quase todos no escritório voltaram sua atenção para onde eu estava. Devo ter ficado roxo berinjela!
— É bem simples, Sofia. Você coloca o papel aqui — pegou um papel em branco, enfiou numa fenda e depois girou um botão enorme na lateral da coisa. Rec, rec, rec, rec. — Depois prende com isso — ela ergueu um pequena e fina haste metálica, encaixou a folha e depois soltou a haste, prendendo o papel. — E pronto!
— Ah! Parece fácil!
Joana não pareceu acreditar muito na minha convicção. Voltou para sua mesa sacudindo levemente a cabeça, erguendo os óculos grandes para poder enxugar as lágrimas dos olhos. Que bom que pelo menos ela estava se divertindo!
Concentrei-me na máquina.
Experimentei digitar com certa cautela, e percebi que nada saia no papel.
— Precisa apertar com mais força. — Joana gritou, ainda me observando. — Tem que fazer tec.
Tentei outra vez. Ah! Deu certo. As letras apareceram no papel.
Digitei — datilografei — algumas linhas, meio desajeitada, e parei. Observei o teclado atentamente. Não. Não estava lá.
— Joana, onde fica o delete?
Ela ergueu as sobrancelhas e abriu ligeiramente a boca.
— Como? — perguntou como se eu estivesse falando em japonês.
— Não tem delete! Eu errei um número e não tô encontrando a tecla delete em lugar algum!
O escritório todo explodiu em uma gargalhada estrondosa, me deixando com vontade de me enterrar debaixo da papelada que estava à minha frente.
Urgh!!!
Passei a tarde inteira tentando organizar a pilha de contratos, depois de receber uma rápida aula sobre como usar a máquina antiquada. Entretanto, o serviço não rendeu muito já que a máquina era muito lenta. Ou talvez fosse minha falta de habilidade com ela.
Como as pessoas conseguiram viver sem o computador por tanto tempo? — pensei. Levaria dias para que eu conseguisse colocar em ordem os meus e-mails, minha conta no Facebook e, provavelmente, não conseguiria ler todas as postagens no Twitter. Teria que fazer isso assim que chegasse em casa. Ficar sem internet era como se eu deixasse de existir, não fizesse mais parte do mundo. Completamente isolada virtualmente!
Saí do escritório um pouco depois das seis  com a cabeça estourando de tantos tecs e plins e recs —, mas não sem antes ligar para o técnico e fazer com que me prometesse entregar meu computador no dia seguinte. Na primeira hora!
Peguei um táxi e, assim que entrei na avenida abarrotada de carros, ônibus e pedestres que insistiam em atravessar fora da faixa, me arrependi. Entretanto, não havia o menor perigo para os pedestres, pelo menos não naquela hora, com tudo absolutamente parado como estava. Provavelmente eu poderia chegar em casa mais depressa se tivesse ido a pé também.
Mal entrei em meu apartamento e me lembrei de que precisava encontrar uma boa faxineira. Com urgência! Nada estava onde deveria estar. Roupas jogadas por toda a mobília, canecas e copos espalhados pela superfície de quase tudo, pilhas e pilhas de papéis amontoadas desordenadamente em cima da mesa de jantar. O apartamento estava ficando pequeno pra tanta bagunça.
Joguei as chaves e a bolsa sobre a mesa entulhada e fui tomar banho. Deixei a água quente escorrer por meu pescoço e minhas costas esperando relaxar. E relaxei um pouco, na verdade. Vesti meu pijama e me joguei no sofá, procurando algo para me distrair enquanto meu jantar girava dentro do micro-ondas. Não encontrei nada na TV, então liguei meu mp3 e abri meu livro favorito. Meu livro “livro”, com capa e folhas de papel e tudo mais. Não em meu e-reader. Eu tinha vários livros eletrônicos, inclusive armazenados no celular, mas este livro em especial eu simplesmente não conseguia ler de outra forma que não fosse a tradicional. Ele tinha minhas páginas preferidas marcadas por orelhas e estava todo esfrangalhado por já tê-lo lido tantas vezes. Eu não sabia explicar por que gostava tanto daquele livro, mas era incrível poder me perder em séculos passados, costumes tão diferentes, roupas tão lindas, paisagens bucólicas e tranquilas, o amor sendo posto à prova pela ideia retrograda de que pobres e ricos não se misturavam, o cavalheirismo, a delicadeza do primeiro amor… Glicose da boa!
Realmente não sabia explicar o motivo — já que eu não era uma romântica incorrigível —, mas eu adorava aquele livro. E ficava meio difícil me perder no século dezenove se estivesse lendo em um e-reader!
Senti as juntas de meus dedos doerem quando terminei meu jantar. Seria um alívio nunca mais precisar daquele trambolho centenário outra vez, pensei, enquanto jogava os pratos e talheres dentro da lava-louças.
Meu celular tocou.
— Você vai sair amanhã? — inquiriu a voz antes mesmo que eu conseguisse dizer alô.
— Oi pra você também, Nina. Como foi o…
— Você vai, não é? — ela me interrompeu apressada. — Não vai me enrolar outra vez, Sofia. Você sempre acaba arranjando uma desculpa pra não sair de casa. Amanhã você vai sair! — a voz se tornou mais ameaçadora. — Nem que eu mesma tenha que te buscar à força! Ou posso pedir para o Rafa e os amigos dele passarem aí pra…
— Calma, Nina. Tá certo. Não precisa ameaçar. — não queria nem imaginar Rafa e seus amigos trogloditas no meu apartamento minúsculo. Tremi só de pensar. — Tô mesmo precisando sair e beber alguma coisa. Essa semana foi um inferno!
Ela respirou fundo do outro lado da linha. Quase conseguia ver o bico que ela devia estar fazendo.
— Nem me fale! — outro suspiro. — Por isso mesmo preciso que você saia com a gente amanhã. Quero te contar uma coisa.
Ai, Senhor! De novo?
— Brigou com o Rafa outra vez, Nina? — honestamente, isso já estava passando dos limites.
— Não, não. Quer dizer, não muito. Mas não é sobre o Rafa. — ouvi barulho de buzina ao fundo seguido de um grito abafado de Nina: Passa por cima, imbecil! — Não é só sobre o Rafa que eu quero conversar. Olha, preciso desligar agora. A gente se vê amanhã lá no Oca, está bem? — mais barulho de buzinas.
— Beleza. — fiquei curiosa com o assunto misterioso da Nina.
Normalmente, ela desatava a falar, mesmo quando eu explicava que não podia conversar por que tinha prazos a cumprir ou por que simplesmente estava no meio de um banho. O que aquela maluca estaria aprontando dessa vez?
Acordei na hora certa, pra variar. Graças a Deus era sexta-feira! Cheguei às oito em ponto ao escritório — sem manchas de lama, com a roupa perfeitamente limpa e passada — e quase gritei de alegria quando vi minha CPU no lugar de costume. Corri até minha mesa e me abracei ao monitor.
— Não me abandone nunca mais! — murmurei aliviada por não precisar mais da máquina torturadora de dedos.
— Tendo um caso com o computador, Sofia? Olha, você precisa usar alguma proteção, garota! Sabe como é! Pode acabar pegando um vírus! — era Gustavo, o engraçadinho, é claro, gargalhando até perder o fôlego.
— Rá-rá. — foi tudo o que eu disse a ele.
O dia no escritório transcorreu como sempre — sem um único minuto pra pensar em como eu arrumaria uma faxineira e como ganharia mais dinheiro para poder pagar por ela. Meu salário era digno de pena e o trabalho parecia nunca ter fim. Eu tinha que arrumar tempo pra fazer um bico… Só não tinha tempo pra arrumar mais tempo!
Saí do escritório, peguei meu carro no estacionamento e fui direto para o bar. O Oca ficava a três quadras do escritório. Foi meio demorado encontrar uma vaga, parecia que quase todo mundo tinha resolvido sair do escritório e dar uma esticadinha em algum bar ali perto.
O telhado em um grande arco escuro, com pequenas janelas na fachada e uma grande porta em forma de U, deixava o bar parecido com uma oca indígena. Leo´s Bar era o nome oficial, mas todo mundo o conhecia como Oca. Era bem rústico, até mesmo em seu interior — as mesas e cadeiras de madeira rústica e sem verniz —, com exceção dos clientes, sempre descolados.
Contudo, eu não estava muito descolada. Ainda estava vestida com as roupas de escritório: jeans escuros e camisa branca de mangas curtas, os cabelos presos num rabo de cavalo. Nem muito profissional, nem muito descolada, mas eu não podia furar com Nina outra vez e não daria tempo de ir até em casa para me arrumar de forma mais casual.
E eu queria sair e me divertir um pouco. Estava ficando esgotada e minhas férias estavam muito, muito longe para que eu pudesse sequer começar a planejá-las.
— Nossa! Vai cair um pé d’água! Olha só quem resolveu se juntar aos vivos! — Rafa (sempre tão agradável!) praticamente gritou quando me viu, fazendo com que muitas outras pessoas no bar parassem o que estavam fazendo só pra me observar.
— Eu estou viva, Rafa! — falei asperamente. — Só não tenho tempo pra sair quando eu bem entender. Eu trabalho, sabia? Você já deve ter ouvido falar a respeito. Algumas pessoas não nascem com a vida toda garantida e precisam ganhar seu próprio dinheiro.
— Hei! Foi só uma brincadeira. Dá um tempo! Não precisa me passar um sermão — reclamou, levantando as duas mãos grandes com as palmas pra frente, como que se rendendo.
Eu realmente precisava beber alguma coisa. Estava começando a ficar implicante e mal-humorada.
Depois de mais ou menos uma hora — e quatro chopes, talvez? —, Nina aproveitou que Rafa tinha ido até a mesa de sinuca (para uma partida rápida, ele disse) pra começar a falar.
— Quero sua ajuda. Sua opinião, na verdade. — seus olhos verdes inquietos.
— Tudo bem. Desembucha aí! — eu estava mais relaxada, o chope começando a agir no meu organismo.
Ela olhou rapidamente para Rafa e depois de volta pra mim.
— Eu acho que… Acho que eu…
Seus olhos estavam ansiosos, meio inseguros. Ela parecia assustada.
Oh-Oh!
— Meu Deus, Nina! Você está grávida, não está? — fiquei gelada. Nina cuidando de um bebê! Um bebê que chora e vaza meleca por vários orifícios diferentes. O tempo todo! Se bem que, se ela era capaz de suportar o Rafa com seus quase dois metros resmungando e pedindo coisas o tempo todo, seria capaz de cuidar de um bebê de cinquenta centímetros e que, certamente, reclamaria muito menos.
— Não! — sua voz horrorizada. — Sofia você ficou doida? Eu não estou grávida. — seus olhos correram em direção ao Rafa para se certificar de que ele não tinha ouvido, e aparentemente ele não ouviu.
— É que você… Eu pensei… Que… Que… Esquece o que eu pensei! Me desculpe, Nina. Conta logo o que tá te deixando tão apreensiva.
Nina baixou a cabeça por um instante, observando seu copo quase vazio e depois, com aquele sorriso que dizia aprontei-outra-vez nos lábios, se voltou para mim.
— Acho que vou convidar o Rafa pra morar comigo! — ela disse, quicando na cadeira. Seus olhos brilhantes de ansiedade e excitação.
— Ah! — levei meu copo à boca e tomei um grande gole. — Hã…
Seu rosto delicado murchou um pouquinho.
— Eu sabia que você não ia gostar — murmurou, baixando os olhos e sacudindo levemente a cabeça, fazendo seus cachos negros tremularem um pouco.
Olhei pra ela, pra minha amiga, minha melhor amiga, que muitas vezes foi minha irmã mais velha. Eu sabia que minha aprovação era importante pra ela. Tentei parecer menos tensa do que na verdade estava.
— Não é isso. É claro que é… legal. Muito legal. — tomei outro gole de chope. — É só que… Você tem certeza, Nina? Tem certeza que ele é o cara certo pra você?
— Tenho! — sua voz estava firme e seu rosto sério, mas os cantos de seus lábios cheios teimavam em subir um pouco.
— Mas vocês dois vivem brigando! — constatei o óbvio. — Feito cão e gato! Já perdi as contas de quantas vezes você apareceu lá em casa chorando por causa dele.
— Eu sei, Sofia. Mas eu estou apaixonada por ele! Não quero ficar longe dele um minuto sequer! Não pode ver isso?
Claro que eu podia. Desde que o conheceu, Nina ficou maluca por ele. No começo, achei que ela tinha tirado a sorte grande agarrando um cara como Rafa — grande, forte, loiro, com olhos rápidos e brilhantes e um sorriso debochado —, mas assim que engataram um relacionamento mais sério e ele começou agir de forma infantil e às vezes até rude, mudei de ideia rapidamente.
— Eu sei o quanto você gosta dele. Todo mundo sabe! Mas tem certeza que isso vai dar certo? — tentei falar de forma gentil. Não queria magoá-la dando minha verdadeira opinião sobre ele.
— Não. — Nina sorriu. — Não tenho certeza. É claro que não! Não se tem certeza de nada quando se esta apaixonada, Sofia!
— Ah, se tem sim! Dá pra ter certeza que seu coração será estilhaçado em um milhão de pedaços no final.
Tomei outro gole. Meu copo ficou vazio.
— Sofia! Não acontece sempre assim com todo mundo. — ela viu meu olhar cético e continuou. — Não acontece! Existem pessoas que passam a vida toda juntas.
— A-hã!
— Existe sim. Além do mais, nós ficamos juntos o tempo todo, exceto quando estou trabalhando. Metade das minhas coisas estão na casa dele. Facilitaria muito se morássemos debaixo do mesmo teto, e meu apartamento é maior…
— E a outra metade das suas coisas está na minha casa, eu acho…
Humm. Me esqueci de devolver a blusa verde, que ela me emprestou para ir naquele fórum, e a saia. E os sapatos também.
Era uma sorte Nina ter quase o meu tamanho, apenas centímetros mais baixa, porém, era mais curvilínea que eu, fazia o tipo boazuda. Isso pra não falar de sua pele cor de chocolate ao leite, linda e lisa, contrastando com seus olhos de esmeraldas que a deixava parecida com uma deusa africana, enquanto eu tinha olhos castanhos e comuns, pele muito branca e sem graça, sem nenhum atrativo exuberante e cabelos ondulados e indomáveis.
— Eu sabia que aquela blusa não tinha fugido da minha gaveta! — Nina era um amor. Sempre me socorria nas mais diversas emergências. As de moda inclusas. — Mas o que você acha?
— O que? Sobre roupas fugindo de casa? Acho que faz todo o sentido. Tenho várias delas desaparecidas.
Ela bufou estreitando os olhos.
— Você as encontraria se as dobrasse ao invés de jogar tudo de qualquer jeito. — fiz uma careta. — Mas não foi isso que eu perguntei.
Eu sabia disso. Sabia que perguntava sobre eles dois morarem juntos. Não queria magoá-la e dizer que realmente achava uma péssima ideia, que toda essa baboseira de amor acaba assim que a rotina aparece. Que só servia pra vender revistas e livros e que na vida real, você sempre acabava sozinha com um buraco no lugar onde costumava ficar seu coração.
— Eu acho… — comecei cautelosa. — Eu acho que se você vai ficar feliz… Se vai te fazer feliz, eu também fico.
Ela pulou da cadeira e me abraçou forte.
— Obrigada, Sofia! Você sabe o quanto é importante para mim que você goste da ideia. Você é a única que não detesta o Rafael.
Nina tinha brigado com seus pais logo depois que se envolveu com Rafa. Obviamente, eles também não tiveram uma boa impressão dele e Nina se recusou a terminar o namoro. Rompeu relações com os pais na mesma época em que perdi os meus — num acidente de carro fatal. Foi um período muito… Ruim. Nós nos apoiamos uma na outra e seguimos em frente. Sendo justa, Rafa também me ajudou naquela época. Nem sei o que teria acontecido se eu não tivesse os dois ao meu lado…
— Deixa disso! — eu disse, tentando aliviar o clima, que subitamente ficou mais pesado. — Vamos comemorar! Não é todo dia que uma amiga vai passar para o lado das seriamente comprometidas.
Ela me soltou e revirou os olhos.
— Ai, Sofia! Às vezes, você fala como se casamento fosse uma sentença de morte.
E não era?
Viver em função de uma só pessoa, como se sua vida apenas tivesse sentido se ela estivesse por perto? Acordar e olhar para a mesma pessoa todo santo dia! Sexo com uma única pessoa pelo resto da vida! Ter que cuidar da casa, do marido, dos filhos, do cachorro, trabalhar… Não era um tipo de sentença de escravidão, pelo menos?
Eu não entendia o que levava uma pessoa lúcida a se casar. Se bem que a maioria delas não parecia gozar de sua plena sanidade quando estavam apaixonadas.
— Não é! — ela afirmou, provavelmente vendo a descrença estampada em meu rosto. — Tenho esperanças de que você encontre o cara certo um dia desses, sabia? Já está na hora de viver uma história de amor de verdade e esquecer as dos livros. Acho que vai ser divertido ver como você vai se sair quando se apaixonar pela primeira vez.
— Eu já me apaixonei uma vez! E não tem nada de errado em gostar de ler histórias de amor, pelo menos nos livros elas tem finais felizes! Não machucam ninguém.
Não gostei do rumo que a conversa tomava.
— Ah! Não! Você não se apaixonou, não!
— Claro que me apaixonei! Você sabe disso.
Estávamos na faculdade. Já éramos amigas na época. Ela esteve do meu lado quando me envolvi com Bruno. Um desses idiotas que sabe-se-lá-por-quê acabei me apaixonando.
— Você não se apaixonou por Bruno. Você gostava dele, sentia atração por ele. Mas não amor. — ela pegou um amendoim e mastigou. — Se você o amasse de verdade, não teria ficado tão tranquila como ficou quando o flagramos aos beijos com a Denise. — ela se recostou na cadeira, o rosto triunfante.
— Só porque não fiquei chorando pelos cantos por décadas não significa que não estivesse apaixonada! Eu fiquei arrasada sim! O que você queria que eu fizesse? Que me atirasse da ponte? Se ele quis outra garota, paciência. A fila anda! — levei o copo a boca, mas estava vazio.
Droga!
— Exatamente! Se realmente estivesse apaixonada, a fila demoraria um pouco mais para começar a andar. E você ficou arrasada por que foi trocada por outra, não por perdê-lo. Desista, Sofia. Não vai conseguir me convencer. Quando se apaixonar de verdade, me dará razão.
Não fazia sentindo começar uma discussão com Nina, ela não cederia. E nem eu.
Suspirei derrotada.
— Preciso ir a o banheiro. — o chope precisava sair! E eu queria que o assunto morresse. — Pede mais uma rodada pra gente comemorar.
Eu não estava bêbada — não muito. Dei algumas tropeçadas no caminho, mas isso até era meio normal pra mim. Eu apenas estava um pouquinho mais devagar que o normal, tipo em câmera lenta.
Entrei no banheiro lotado e esperei minha vez. Praticamente me joguei dentro do banheiro quando a porta se abriu. Desabotoei rapidamente a calça, me equilibrei meio em pé, meio agachada — não havia condições técnicas pra me sentar ali! — e… Ah! O alívio!
Foi então que ouvi um “ploct”.
Olhei para baixo bem a tempo de ver meu celular — com todos os meus contatos, minha agenda, minhas músicas — cair do bolso da calça, boiar por dois segundos e depois mergulhar dentro do vaso sanitário.